28/3/2019 Direção elétrica abre caminho para ônibus e utilitários mais ecológicos

Como consequência direta da evolução da tecnologia aplicada ao segmento automobilístico, os veículos híbridos passaram a ser produzidos em maior volume, contribuindo para a redução das emissões de gases tóxicos na atmosfera. Especialmente nos grandes centros urbanos, essa evolução está levando à melhor qualidade do ar que respiramos.

Nesse contexto, fabricantes de ônibus e utilitários ganham agora a oportunidade de projetar e construir veículos mais "ecológicos", agregando a eles os mais avançados sistemas eletro-hidráulicos de direção. O interessante é que esses conjuntos trazem ao veículo ganho geral de eficiência e também outras vantagens.

A substituição das bombas hidráulicas de deslocamento variável por sistemas mais eficientes, acionados eletricamente, permitiu reduzir o tamanho dos motores de combustão interna, e por consequência também a emissão dos gases tóxicos descarregados na atmosfera.

Direção hidráulica, um começo

Os primeiros sistemas de direção hidráulica para ônibus e utilitários foram projetados utilizando-se bombas hidráulicas de deslocamento variável, acionadas por uma correia ligada ao motor. Originalmente, o tamanho desse motor era definido pela quantidade de energia necessária para impulsionar o veículo, considerando também a potência adicional para acionar as funções hidráulicas e pneumáticas.

À medida que as bombas hidráulicas foram substituídas pelas tomadas de força (PTO) – e o alternador passou a ser alimentado pelo motor –, gradualmente os sistemas de direção ganharam eficiência e os motores puderam ser reduzidos sem que isso representasse perda de desempenho.

Direção eletro-hidráulica

O mais recente avanço nos sistemas de direção assistida foi a adoção da servobomba para executar a função de direção. A servobomba também é acionada pelo motor a combustão, por meio de um alternador.

Atualmente, os motores elétricos veiculares de ímã permanente AC (PMAC) são considerados os mais eficientes do mercado. Combinando elevada eficiência e tamanho reduzido, esses motores passaram a ser instalados na parte dianteira do veículo, encurtando as conexões entre a servobomba e a caixa de direção, o que melhorou ainda mais o desempenho de todo o conjunto.

O que vem por aí

É certo que os sistemas de direção continuarão evoluindo. Na tarefa de fornecer força hidráulica para a direção, projetar soluções mais ergonômicas e compactas é essencial para o sucesso dos fabricantes de subsistemas veiculares. Por sua vez, a adoção de bombas eletro-hidráulicas nesses sistemas representa o primeiro passo no processo de substituição dos modelos atuais pelos veículos híbridos. Acredita-se que o mesmo processo um dia levará à eletrificação total dos sistemas de transporte nos grandes centros urbanos.

Ciente de que cada aplicação de eletrificação veicular tem suas peculiaridades, a Parker está preparada para auxiliar no desenvolvimento dos próximos veículos fornecendo soluções de alto desempenho para a engenharia de conjuntos eletro-hidrostáticos, transmissões elétricas ou híbridas e sistemas auxiliares.

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